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Ribeira de Esgueira
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A ribeira de Esgueira, no sopé do chamado outeiro, era em tempos o local onde se desenvolvia o grosso da actividade ligada à pesca e ao comércio.
O canal que aí existe agora é um dos braços limítrofes da Laguna de Aveiro.
Possui um ancoradouro onde, à semelhança de outros que existem ao longo dos limites da laguna (Mataduços, Paço) permite o acesso para o seu interior de barco.
Este é um local que, estando a dois passos do centro de Esgueira, é ideal para um passeio ao pôr-do-sol..
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Os canais que já alimentaram de água as salinas aqui existentes, estão agora parcialmente desfeitos; o movimento das correntes e o passar do tempo têm destruído o que, já se sabe, só os cuidados e o suor dos marnotos garantiriam que os mesmos se mantivessem em boas condições. Os palheiros vão mantendo-se de pé...
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A IP5, estrada com uma longa história (pelas piores razões), é aqui um ponto de passagem para muitos que, de Verão ou Inverno, procuram em fins-de-semana solarengos as areias da Barra e Costa Nova. O ruído contínuo e com as flutuações características do aproximar e afastar dos bólides em altas rotações, incomoda um pouco, mas, passado algum tempo, por habituação e pelo poder de absorção que a paisagem exerce sobre nós, esquece-se.
Só é pena que de costas para a IP5 continuemos a ter os automóveis pela frente: neste caso são peças soltas (pneus, para-choques, etc.) que pululam pelas redondezas em resultado das constantes descargas de lixos na berma do caminho.
Local de amplos horizontes, mesmo que paredes-meias com aquilo a que chamamos “progresso”, transmite-nos uma sensação de liberdade e paz.
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De permeio passa-se por Agras do Norte, onde se pode observar o que resta de um dos troços da linha do Vouga, o qual era utilizado para o transporte de sal e de cerâmica (produzida em fábrica já não existente) e ainda a Fonte da Mina.
No alto, faça-se um desvio à esquerda para se poder contemplar a paisagem.
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(...) encontro-me diante de uma amplidão indefinida, onde a terra e a ria se confundem. É um sonho que se dissolve? Onde acaba a água e começa a terra? Aquelas velas vêm da barra ou do mistério? in Os Pescadores, Raúl Brandão
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